Terça-feira, 29 de Junho de 2010

E pronto, vou

A eliminação da equipa era tão previsível como o Natal em Dezembro, tão previsível que em 33 anos de vida nem chego a estar chateado por Portugal perder, as razões são tantas que não fazia mais nada esta noite do que escrevê-las, e não me pagam para isso, a única coisa que me comoveu agora na hora da derrota foram as lágrimas do Eduardo, um tipo impecável, simpático, bem-disposto, boa gente, tem bom fundo, fez um campeonato enorme, como o Fábio e o Ricardo Carvalho, curiosamente, ou talvez não, também muito simpáticos, só para ver eles já valeram a pena os trinta mil quilómetros, sete viagens de avião, treze hotéis, dezenas de viagens de táxi e autocarros e os trinta e cinco dias consecutivos a trabalhar, sozinho, sempre sozinho e por minha conta, consegui passar um mês na África do Sul sem ser assaltado, ou assassinado, ou, melhor ainda, sodomizado, imagina, sexta-feira estou em Lisboa, onde o que me espera não é nada de estusiasmante, fica aqui o meu maior adversário, até um dia.

Segunda-feira, 28 de Junho de 2010

Cabo, A cidade

O Corcuvado, ou lá como é que se escreve isso, aqui da Cidade. Chama-se Cabeça de Leão (o nome é em inglês, mas eu trago já isto traduzido), mas nunca vi lá nenhuma cabeça, seja de que ângulo for. Dizem também que se vê uma mulher deitada.

Sempre a trabalhar...

Lá ao fundo, a famosa Table Mountain (a forma explica).

O hotel onde fiquei da primeira vez em fundo, com vista para a Green Market Square.

Uma pessoa.

Mais duas.

Um casal.

Outro casal.

Mais uma pessoa.

Crias.

Iam ali pessoas de Alá.

O estádio.


O aeroporto.

Domingo, 27 de Junho de 2010

Finalmente, Durban para trás

Dispenso contar as últimas horas, o dia que tive livre ontem, tudo, a cidade despediu-se de mim com chuva e com toda a imbecilidade que a caracteriza, a única coisa que me fez soltar uma gargalhada nos últimos três dias foi a capa de um jornal sul-africano hoje, dizia que Durban se ia candidatar aos Jogos Olímpicos de 2020, muito engraçado, escrevo este post da Cidade do Cabo, estou alojado aqui, para o caso de me quereres ligar e estar sem telemóvel, não sei se é um hotel de cinco estrelas, não interessa, é um hotel mais que bom para o que estou habituado no último mês, o quarto é enorme, os empregados são espertos, eficientes e não chateiam, a internet é sem fios e gratuita, e por quatro noites vou pagar menos do que paguei por duas noites num hotel "pseudo" em Durban, a Cidade do Cabo é assim mesmo, uma cidade maravilhosa, que não nos toma por parvos, isto acaba tudo terça-feira, mas o meu coração ficará aqui, abrigado pela Table Mountain de certos ventos que vêm de norte e de leste, voltarei um dia, espero, para ver o que não consegui ver, os tubarões, as baleias, os pinguins, o Cabo da Boa Esperança, o Cabo Agulhas, e já agora a partir de terça-feira as minhas palmas ficarão também aqui, com a Argentina, pois claro, que eu não tenho "países-irmãos", nem tenho "países-vizinhos", não é nada pessoal, gosto da Argentina, só isso, como gosto da Cidade do Cabo, só isso, gosta-se porque sim.

E agora, 21 fotos do Portugal-Brasil

Anima-te, rapaz.

Acho este casal fofinha, perdão, fofinho.

Enquanto tirava esta foto, passou um grupo de portugueses: 'Viva Portugal...!', dizia um, '... e viva as brasileiras!', acrescentava o outro. 

Está tudo bem.

Ser humano muito mal-disposto.

Está tudo bem por aqui também.

Espero que aprecies o facto de me ter posicionado de forma a que o chapéu de praia que está lá atrás fique mesmo 'por cima' da cabeça.

A fila para... a cerveja.
 
Também havia portuguesas boas, mas disso já estamos fartos de ver fotos.
  
 Deixa-me tirar uma foto a estes suspeitos, para pôr no arquivo, que nunca se sabe o dia de amanhã.

Sábado, 26 de Junho de 2010

Hoje fui molhar os pés ao Índico,

que é uma coisa que para ti é impossível de dizeres, se me estiveres a ler daí, de Portugal, estava aqui na net a ler um artigo de jornal que tinha uma foto de Lisboa e juro que fiquei deprimido com a perspectiva de para a semana já estar aí outra vez, e veio-me ao nariz o mesmo cheiro que cheirei, boa redundâncias, quando estive na Tailândia, um cheiro a odor corporal misturado com cheiro a terra e cheiro a qualquer coisa que não consigo perceber, será cheiro a pimenta?, cheiro a flores?, cheiro a fruta?, cheiro a cocó de passarinho?, não deve ser o tal cheiro a África que toda a gente fala, porque este é o cheiro que cheirei em Bangkok, é este, um cheiro seco, será que é o mesmo?, veio da Ásia a nado pelo Índico, transpôs Madagascar a pé e veio aqui ter?, olha, coleccionei mais um oceano, é precisamente igual ao Atlântico, mas não interessa, é mais um.

Durban, a imbecil

 


 
A prova de que o sol quando nasce é mesmo para todos, mesmo para quem não merece.

Gosto.

Gosto muito.

Sou heterossexual.

Continuo.

A prova.

Aquilo ali atrás é o estádio.

Um miúdo que é boa gente.

arquivo

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