Se um dia escrever um livro gostava de ter uma personagem destas, daquelas secundárias, sem muita importância mas o suficiente para o leitor pensar que fui eu que a inventei da minha cabecinha, quando na verdade é apenas um dos cromos que me aparecem na vida - há alguns escritores que andam cheios de personagens destas, que "parece" que foram eles que inventaram das suas cabecinhas.
É uma mulher, que não é minha colega, mas anda lá perto.
Quando diz um palavrão abre muito a boca de espanto - "ah, descuidei-me"; "ah, peço desculpa, não era isso que queira dizer". E simula ter ficado cheia de embaraço e vergonha. E eu a imaginá-la sentada, a fechar as pernas, como as crianças, naquela posição muito envergonhada, sinal involuntário de que a asneira tinha a ver com o baixo ventre - tal como quando tapamos a boca depois de ter deixado sair o que não queríamos dizer; tapamos para não sair mais e para a pessoa perceber que foi sem querer, o termos deixado a porta da boca aberta.
Quando, pelo contrário, é outra pessoa a dizer uma asneira, essa tal mulher também abre a boca de escândalo. "Eu sou uma senhora, não posso ouvir essas coisas". E reforça isto com os olhos muito arregalados, a boca muito aberta, a simular o espanto, só não consegue é corar (e é por ser tão má actriz que há-de ser sempre uma personagem secundária).
Seja como for, porque é que esta mulher - cândida - dava uma personagem? Porque na calada da noite esta mulher é uma devoradora de homens.
É uma mulher, que não é minha colega, mas anda lá perto.Quando diz um palavrão abre muito a boca de espanto - "ah, descuidei-me"; "ah, peço desculpa, não era isso que queira dizer". E simula ter ficado cheia de embaraço e vergonha. E eu a imaginá-la sentada, a fechar as pernas, como as crianças, naquela posição muito envergonhada, sinal involuntário de que a asneira tinha a ver com o baixo ventre - tal como quando tapamos a boca depois de ter deixado sair o que não queríamos dizer; tapamos para não sair mais e para a pessoa perceber que foi sem querer, o termos deixado a porta da boca aberta.
Quando, pelo contrário, é outra pessoa a dizer uma asneira, essa tal mulher também abre a boca de escândalo. "Eu sou uma senhora, não posso ouvir essas coisas". E reforça isto com os olhos muito arregalados, a boca muito aberta, a simular o espanto, só não consegue é corar (e é por ser tão má actriz que há-de ser sempre uma personagem secundária).
Seja como for, porque é que esta mulher - cândida - dava uma personagem? Porque na calada da noite esta mulher é uma devoradora de homens.
14 comentários:
Intruso
A brazuca aqui ficou curiosa então,deixe-me dar uma de intrusa.E como você sabe desses detalhes noturnos heim??
não é por conhecimento de causa, garanto.
especificiar isso implica dar demasiados promenores e alguns colegas iam perceber de quem estou a falar e acho que não há necessidade disso.
Bela personagem, sim senhor! Tantas dessas há por aí, à espera de serem descobertas. São umas falsas, essas louras!
É sempre assim. Lobo em pele de cordeiro. ;)
Ui ui!!!´
Emende lá de devorada para devoradora...
Essas personagens por vezes, tornam-se bastante importantes...
Bjinho*
Hehe é o costume ;-) munto munto púd(t)icas
Lady na mesa e louca na cama...
Tens razão, essa personagem já foi criada pelo Marco Paulo!!
Considerando a ideia de criação.
Cumprimentos
Acho que agora já dá :D adorei o blog!! bjs*
Essa personagem tem una toques de queiroziano, quer parecer-me.
Tenho uma proposta para a banda sonora: O "Maneater" na versão orginal, é claro, dos Hall & Oates
E que personagem! Acho que ela quer é dar nas vistas, porque se disser uma asneira e deixar passar, ninguém dá por nada!
Quero ler esse livro!
Ela que venha viver para o norte.lol.
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