Há tempos relatei aqui que liguei ao Sr. Carlos, o taxista, para me vir buscar.
"Não posso. Estou na pesca em Peniche", disse-me. Hoje tive o relato da jornada.
- Eh pá, aquilo não tava muito bom. Não apanhei muito péche...
- O que é que apanhou?
- Eh pá, apanhei uma choupa.
- Que é isso?
- É um péche que, quando vem, vem azul, e depois fica preto.
- Ah...
- Não sabe o que é?
O Sr. Carlos saca de um livrinho tipo Borda d'Água, mas sobre a problemática piscícola. Mostra o que é, diz-me como é que se escreve (porque eu pensava que era com x) e diz que só se pode apanhar com um mínimo de 23 centímetros.
Não vá eu ser estúpido, o Sr. Carlos exemplica com os indicadores de cada mão o que são 23 centímetros. Aquilo foram só 15, no máximo, mas já se sabe que os homens exageram um bocadinho nos tamanhos... E continua o relato da pesca.
- Aquilo é uma malta porreira, pá. Ontem fui com o Panças. Sabe quem é o Panças, não sabe? (não faço ideia, amigo) O Panças, pá, apanhou um pargo de três quilos. O cabrão... Mas aquilo é malta porreira, pá. Os gajos começam a beber logo de manhã. Eu não. Eu levo três garrafas de Coca-Cola de meio litro. Vazo a primeira e encho de vinho. Se aquilo correr bem, bebo. Se não, não bebo.
1 comentários:
Estes posts sobre os taxistas estão fabulosos!
Mas que 2 "amigos" tão diferentes encontraste.. :-
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